China suspende utilização de Boeing 737 Max 8 após queda de avião na Etiópia

Autoridades chinesas deram ordem a todas as companhias aéreas do país para não utilizarem frota de aviões após queda de um avião na Etiópia que provocou 157 mortes

As autoridades chinesas ordenaram esta segunda-feira a todas as companhias aéreas do país para que não usem temporariamente aviões Boeing 737 Max 8, após a queda de um avião na Etiópia que provocou a morte dos 157 ocupantes.

A Administração da Aviação Civil da China esclareceu que a ordem, que irá prevalecer durante nove horas, se deve a preocupações com a segurança.

Trata-se do segundo acidente com aquele modelo no espaço de cerca de dois meses.

O primeiro ocorreu ao largo da costa da Indonésia, em circunstâncias semelhantes, em 29 de dezembro, e resultou também na morte de todos os ocupantes.

Outro aviso será emitido após consulta com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e a Boeing sobre as medidas de segurança tomadas.

Oito cidadãos chineses viajavam a bordo do avião que caiu no domingo, logo após a descolagem.

O avião partiu da capital etíope, Adis Abeba, e tinha destino à capital do Quénia, Nairobi.

O aparelho caiu numa zona chamada Hejeri, perto da cidade de Bishoftu, a cerca de 42 quilómetros a sudeste da capital da Etiópia e onde fica sediada a maior base da Força Aérea etíope.

As causas do acidente ainda não são conhecidas.

Entretanto, também a companhia aérea Ethiopian Airlines decidiu imobilizar a frota de Boeing 737 MAX. "Após o trágico acidente de [voo] ET 302 (...), a Ethiopian Airlines decidiu imobilizar toda a sua frota de Boeing 737 MAX de ontem [domingo], 10 de março, até novo aviso", informou a companhia aérea, num comunicado publicado na rede social Twitter.

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