Estudantes desesperados após seis horas fechados nas escolas

As autoridades de Utrecht já autorizaram a saída dos alunos, após terem determinado o encerramento das portas como medida de precaução. "Não havia nada para comer. Parecíamos um grupo de galinhas fechado numa capoeira", conta um estudante.

O desespero e a ansiedade apoderou-se dos alunos que se estiveram fechados dentro das escolas de Utrecht, impedidos de saírem por determinação das autoridades holandesas, após o atentado ao metro de superfície da cidade, que na manhã desta segunda-feira fez três vítimas mortais e cinco feridos graves.

As autoridades já autorizaram entretanto a saída dos estudantes, depois de um cativeiro de quase seis horas, mas em declarações ao jornal De Telegraaf , Mikail Duran, estudante de 22 anos do Graphic Lyceum, descreveu o desespero que se viveu entre os alunos.

"Parecíamos um grupo de galinhas fechado numa capoeira. O stresse e a ansiedade foram enormes até porque o ataque aconteceu aqui perto", afirmou, definindo a a situação como turbulenta.

"Não havia nada para comer. Passámos muita fome, pois a comida esgotou e a máquina com alguns alimentos foi saqueada. Foi uma situação caótica, com muita gente a fumar. Além disso, estavam muitos pais à porta da escola que estavam bastante irritados", descreveu Duran, que entretanto já terá ido para casa.

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