Estudante detida e expulsa da universidade por maltratar colega de quarto

Brianna Brochu gabava-se nas redes sociais de esfregar tampões sujos na mochila da colega e pôr a escova de dentes dela em "sítios onde o sol não brilha"

Uma jovem de 18 anos foi detida no passado sábado e expulsa da Universidade de Hartford, no estado norte-americano do Connecticut, depois de anunciar nas redes sociais que contaminara os objetos pessoais da colega de quarto com fluidos corporais, esfregando inclusivamente tampões sujos na mochila dela e colocando-lhe a escova de dentes em sítios "onde o sol não brilha".

Brianna Brochu foi presente a tribunal na passada quarta-feira e o juiz decidiu acusá-la de atividade criminosa e perturbação da paz, expulsando-a ainda do campus universitário e proibindo-a de contactar com a antiga colega, Chennel Rowe, até à conclusão do processo, indica o The Washington Post, citando a imprensa local. As autoridades terão ainda acusado Brianna, que é caucasiana, de um crime de ódio devido às ações contra a colega, que é afro-americana. No mês passado, a jovem agora expulsa da universidade terá escrito no Instagram que finalmente conseguira livrar-se da "Barbie jamaicana", referindo-se à colega de quarto.

De acordo com o despacho do tribunal, Brianna terá publicado na rede social a seguinte frase: "Depois de mês e meio a cuspir-lhe no óleo de coco, a pôr-lhe molho de amêijoa com bolor nos cremes, a esfregar tampões usados na mochila dela, a pôr-lhe a escova de dentes onde o sol não brilha, e muito mais, posso finalmente dizer adeus à Barbie jamaicana".

A jovem foi detida no sábado, mas disse à polícia que só tinha começado a atacar a colega depois de esta ter colocado nas redes sociais vídeos em que ela aparecia a ressonar. E garantiu que tinha lambido os talheres de Chennel, esfregado o tampão na mochila e misturado os cremes, mas tudo o resto de que se gabava era falso.

Já a vítima, só percebeu o que estava a acontecer quando foi avisada por colegas, que viram as publicações de Brianna nas redes sociais. À polícia, disse que uma enfermeira lhe tinha detetado bactérias na garganta, e que suspeitava que o problema de saúde estava relacionado com as ações da colega de quarto.

No Facebook, escreveu uma longa publicação realçando que "como jovem mulher afro-americana", não queria ser apenas mais um número nas estatísticas. "No que diz respeito a incidentes/crimes nas universidades e casos de discriminação racial, a justiça tem de ser feita".

A jovem colocou também um vídeo no Facebook onde fala sobre o que lhe aconteceu, descrevendo a situação como "ridícula" mas com contornos que precisam de ser levados a sério.

O presidente da Universidade de Hartford, Greg Woodward, escreveu uma carta aberta aos alunos a propósito da situação "profundamente perturbadora" que tinha acontecido. "Uma das nossas alunas foi a alegada vítima de bullying e a história dela foi partilhada nas redes sociais. Deixem-me ser claro: o comportamento da estudante acusada foi repreensível e não reflete os valores da nossa instituição".

Frisando que a universidade repudia a discriminação racial, o responsável explicou que a alegada agressora não iria regressar à universidade e garantiu fazer tudo ao seu alcance para que não se repitam casos como este.

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