Estado Islâmico reivindica duplo atentado em Cabul

Pelo menos 21 pessoas e outras 40 ficaram feridas no duplo atentado suicida no centro de Cabul, Afeganistão

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou hoje o duplo atentado suicida no centro de Cabul (Agefanistão), no qual morreram pelo menos 21 pessoas - entre eles oito jornalistas - e outras 40 ficaram feridas.

Num comunicado oficial do grupo 'jihadista' difundido pelos canais Telegram, ligados ao denominado Estado Islâmico, os bombistas suicidas são identificados como Qaqaa al Kurdi e Jalil al Qurashi.

Entre os mortos do duplo atentado estão um fotógrafo da Agência France Presse (AFP) e três outros jornalistas, que tinham ido fazer reportagem ao local logo após o primeiro ataque

O ataque, de acordo com a declaração, cuja autenticidade não pôde ser confirmada, ocorreu na sede dos serviços de inteligência afegãos, conhecida como "Presidência 90".

Entre os mortos do duplo atentado estão um fotógrafo da Agência France Presse (AFP) e três outros jornalistas, que tinham ido fazer reportagem ao local logo após o primeiro ataque.

Um jornalista da AFP contou 14 corpos na morgue do hospital Wazir Akbar Khan, mas outras vítimas foram enviadas para o hospital da organização não governamental italiana Emergency.

Shah Marai, fotógrafo-chefe do escritório da AFP em Cabul, que estava no local da primeira explosão, foi morto no segundo ataque, que ocorreu cerca de trinta minutos depois.

O jornalista trabalhava para a AFP desde 1996 e participou na cobertura da invasão dos EUA, em 2001.

Três outros jornalistas presentes foram atingidos por esta explosão, todos eles em serviço para televisões afegãs, incluindo um para o canal Tolo News, que já sofreu um ataque em 2016 que causou sete mortes e que foi reivindicado pelos talibãs.

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