Estado Islâmico reivindica ataque em Toronto

Tiroteio matou duas pessoas, de 18 e 10 anos, e feriu outras treze. Atirador morreu durante o ataque

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou esta quarta-feira a responsabilidade pelo ataque em Toronto, que aconteceu no domingo e resultou na morte de duas pessoas, incluindo uma criança de 10 anos, segundo a agência Amaq.

A agência de propaganda do Estado Islâmico divulgou, num comunicado emitido na rede social Telegram, que o ataque foi perpetrado por "um dos soldados do EI", que seguiu "os apelos" do grupo terrorista para atacar "os cidadãos dos países da coligação internacional" que atua contra os rebeldes no Iraque e na Síria.

Na terça-feira, foi realizada a autópsia do alegado terrorista, Faisal Hussain, que deve esclarecer se morreu em consequência dos disparos da polícia ou se se suicidou depois de abrir fogo na avenida Danforth, em Toronto, contra clientes de vários restaurantes e cafés.

Além do atacante, duas pessoas morreram e outras treze ficaram feridas no ataque, que aconteceu na noite de domingo, no coração do concorrido "bairro grego" de Toronto.

Até agora, foi identificada uma das pessoas mortas, Reese Fallon, de 18 anos, além de uma rapariga de 10 anos cujo nome não foi revelado pelas autoridades canadianas.

De acordo com a família do atirador, este sofria de problemas de saúde mental.

As autoridades canadianas descartaram que a motivação para o ataque tenha sido terrorismo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

As miúdas têm notas melhores. E depois, o que acontece?

Nos rankings das escolas há um número que chama especialmente a atenção: as raparigas são melhores do que os rapazes em 13 das 16 disciplinas avaliadas. Ou seja, não há nenhum problema com as raparigas. O que é um alívio - porque a avaliar pelo percurso de vida das mulheres portuguesas, poder-se-ia pensar que sim, elas têm um problema. Apenas 7% atingem lugares de topo, executivos. Apenas 12% estão em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa - o número cresce para uns míseros 14% em empresas do PSI20. Apenas 7,5% das presidências de câmara são mulheres.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

Quando não podemos usar o argumento das trincheiras

A discussão pública das questões fraturantes (uso a expressão por comodidade; noutra oportunidade explicarei porque me parece equívoca) tende não só a ser apresentada como uma questão de progresso, como se de um lado estivesse o futuro e do outro o passado, mas também como uma questão de civilização, de ética, como se de um lado estivesse a razão e do outro a degenerescência, de tal forma que elas são analisadas quase em pacote, como se fosse inevitável ser a favor ou contra todas de uma vez. Nesse sentido, na discussão pública, elas aparecem como questões de fácil tomada de posição, por mais complexo que seja o assunto: em questões éticas, civilizacionais, quem pode ter dúvidas? Os termos dessa discussão vão ao ponto de se fazer juízos de valor sobre quem está do outro lado, ou sobre as pessoas com quem nos damos: como pode alguém dar-se com pessoas que não defendem aquilo, ou que estão contra isto? Isto vale para os dois lados e eu sou testemunha delas em várias ocasiões.