Estado Islâmico reivindica ataque contra cristãos coptas

s coptas são a comunidade cristã mais importante e uma das mais antigas do Médio Oriente

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou hoje o ataque registado na sexta-feira contra um autocarro que transportava cristãos coptas e que matou 29 pessoas, incluindo crianças.

A Amaq, a agência de propaganda do EI, divulgou que "um dos destacamento de segurança do EI perpetrou um ataque ontem [sexta-feira] em Minya, contra um autocarro que transportava coptas", disse EI.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro egípcio, Chérif Ismaïl, o último balanço do ataque registou 29 mortos.

O autocarro atacado deslocava-se para o mosteiro copta de São Samuel, na província de Minia, no sul do Cairo, e foi atacado por homens armados e encapuzados que se deslocavam em três carinhas e que depois fugiram, segundo o Ministério do Interior egípcio.

O ataque ocorreu um mês e meio depois de atentados contra duas igrejas coptas, que causaram 45 mortos e foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O Presidente do Egipto, Abdelfatah Al Sisi, já tinha acusado o Estado Islâmico do ataque.

Os coptas são a comunidade cristã mais importante e uma das mais antigas do Médio Oriente, representando entre 10 e 12% dos 90 milhões de egípcios.

A Igreja copta apelou a que sejam tomadas "medidas para prevenir estes incidentes que mancham a imagem do Egito".

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