Estado de emergência foi levantado na Turquia

O estado de emergência instaurado na Turquia depois da alegada tentativa de golpe de Estado, em julho de 2016, que provocou vasta purgas, expirou ao início de quinta-feira, informou a agência noticiosa estatal Anadolu.

O estado de emergência, instaurado dias depois dos acontecimentos de 15 de julho de 2016, foi levantado às 01.00 de quinta-feira (23.00 de quarta-feira em Lisboa)

Durante a vigência do estado de emergência, foram detidas cerca de 80 mil pessoas e despedidas ou suspensas mais de 150 mil, suspeitas de envolvimento na tentativa de golpe contra o presidente Recep Tayyip Erdogan. Muitos dos detidos e despedidos tinham ligações ao clérigo islâmico Fethullah Gulen, um antigo aliado de Erdogan que vive em auto-exílio nos Estados Unidos e que Ancara acusa de ter organizado o golpe.

A 15 de julho de 2016, os militares revoltosos bombardearam o parlamento. Mais de 250 pessoas morreram antes de o golpe ser contido, muito graças à população que saiu às ruas.

A decisão de levantar o estado de emergência surge semanas após a vitória de Erdogan nas eleições de 24 de junho.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.