Erupção vulcânica no Alasca obriga a desvio de tráfego aéreo

Vulcão Pavlof está a expelir cinzas até 6000 metros de altitude

O vulcão Pavlof, localizado nas ilhas Aleutianas, no Alasca (EUA), entrou em erupção na noite de domingo, expelindo cinzas até 6000 metros, o que levou o Serviço Geológico a emitir um alerta para os voos evitarem a zona.

Localizado a 965 quilómetros a sudoeste de Anchorage, o vulcão, um dos mais ativos do arquipélago, teve 40 outras erupções, de acordo com o Serviço Geológico, sendo vigiado constantemente pelos cientistas do Observatório Vulcânico do Alasca (AVO).

A maior parte dos vulcões do Alasca encontra-se longe das zonas habitadas, mas o tráfego aéreo sobre as ilhas Aleutianas, entre a América do Norte e a Ásia, representa 20 mil a 30 mil passageiros por dia, detalhou o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

A mais recente erupção do Pavlof levou à emissão do alerta "vermelho", o mais grave dos quatro níveis definidos pela AVO.

Antes de domingo, a última grande erupção tinha sido em novembro de 2014. Consistiu em três explosões separadas, das quais a mais potente expeliu cinzas até 9.000 metros de altitude.

O Alasca conta com 52 vulcões ativos, incluindo 28 monitorizados com instrumentos no terreno. Desde 1760, os vulcões do Alasca registaram mais de 240 erupções, ou seja, uma média de uma por ano.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.