Equipa que investiga desaparecimento de Maddie passa de 29 para quatro

A Polícia Metropolitana de Londres anunciou esta quarta-feira que "a vasta maioria" do trabalho de investigação já foi feito

Oito anos após o desaparecimento de Madeleine McCann na Praia da Luz, no Algarve, a polícia britânica vai reduzir o número de agentes envolvidos no caso: de 29 para quatro, a tempo inteiro.

A Polícia Metropolitana de Londres anunciou esta quarta-feira que "a vasta maioria" do trabalho de investigação já foi feito e que restam apenas algumas linhas de investigação, o que permitiu reduzir o tamanho da equipa, avança a BBC.

"Os agentes envolvidos na investigação do desaparecimento completaram a enorme tarefa de reunir e investigar a enorme quantidade de informação recolhida pelos colegas em Portugal, na investigação britânica e dos investigadores privados da família McCann", disse a polícia, em comunicado.

Os pais da criança dizem compreender a medida e agradeceram o empenho da polícia.

A menina britânica tinha três anos quando desapareceu na Praia da Luz, no Algarve, em maio de 2007, quando os pais passavam férias em Portugal. O caso foi notícia em todo o mundo.

Segundo a polícia britânica, citada pela BBC, foram recolhidos 1338 depoimentos no âmbito da Operação Grange. Foram também feitos pedidos de colaboração a 30 países. E a polícia investigou ainda 8685 relatos de possíveis avistamentos da criança, em todo o mundo.

Apesar da redução da equipa, a polícia diz que vai continuar a trabalhar e a apoiar a investigação portuguesa.

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.