Empresário português sequestrado em Caracas

Um homem de 50 anos foi intercetado por homens armados, que o mantiveram durante várias horas

Um empresário português de 50 anos foi sequestrado esta quinta-feira por homens armados quando saía do Centro Português, na urbanização Macaracuay, no leste de Caracas, avançaram à agência Lusa fontes da comunidade local.

Segundo as fontes, o empresário foi intercetado quando saía para a sua residência na sua viatura que foi encontrada mais tarde abandonada na Av. Luís Roche, em Altamira, Chacao, também no leste da capital.

O comerciante esteve sequestrado durante várias horas, enquanto funcionários das polícias municipais de Chacao e de Sucre tentavam dar com o seu paradeiro.

Funcionários do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cicpc, antiga Polícia Técnica Judiciária) localizaram o empresário que foi deixado pelos raptores na autoestrada Francisco Fajardo, nas proximidades do Distribuidor Altamira.

O empresário foi atingido com uma pistola na cabeça e atendido num centro médico de Chacao.

Várias fontes insistem que a família negociou o pagamento de um resgate com os raptores.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.