Emissão de passaportes suspensa devido a insuficiência de orçamento

Serviços atingiram o limite do gasto autorizado para esse serviço

A Polícia Federal do Brasil anunciou, na terça-feira, ter suspendido, por tempo indeterminado, a emissão de passaportes devido à insuficiência de orçamento para atividades relacionadas com o controlo migratório.

"A medida decorre da insuficiência do orçamento destinado às atividades de controlo migratório e emissão de documentos de viagem", assinalou a Polícia Federal (PF) em comunicado.

De acordo com o portal de notícias G1, a assessoria da PF explicou que a insuficiência de orçamento não quer dizer falta de dinheiro, mas antes que foi atingido o limite do gasto autorizado na lei orçamental para essa rubrica específica.

Em comunicado, as autoridades informaram que "o agendamento 'online' do serviço e o atendimento nos postos da PF vai continuar a funcionar normalmente", mas advertiram que "não há previsão para entrega do passaporte solicitado, enquanto não for normalizada a situação orçamentária".

Os que foram atendidos nos postos de emissão até terça-feira vão receber os passaportes normalmente.

"A Polícia Federal acompanha atentamente a situação junto do Governo Federal para o restabelecimento completo do serviço", de acordo com a mesma nota.

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.