Em Porto Rico ganha partido que defende anexação aos EUA

Novo governador de Porto Rico, Ricardo Roselló, foi eleito pelo Partido Novo Progressista.

Um neurólogo e economista de 37 anos ganhou as eleições de terça-feira para governador de Porto Rico pelo Partido Novo Progressista (PNP), que defende que a ilha se torne um estado federado dos Estados Unidos da América.

Ricardo Roselló tem a tarefa de retirar Porto Rico da pior crise económica da sua história recente.

O governador eleito conseguiu 41,87% dos votos e ficou à frente de David Bernier, do Partido Popular Democrático (PPD), que obteve 39%, segundo dados da Comissão Estatal de Eleições (CEE).

"Queremos começar a trabalhar amanhã para resolver os problemas de Porto Rico", disse Rosselló, após a vitória.

Porto Rico possui o estatuto de Estado Livre Associado dos Estados Unidos da América, ou seja, é um território com Constituição e executivo próprios, mas dependente de Washington em áreas como as fronteiras, defesa ou relações externas.

O partido PNP defende a anexação da ilha como um estado federado dos Estados Unidos.

"O meu objetivo sempre foi servir como governador e estou honrado por me terem eleito", disse, acrescentando que a sua equipa será formada por "muitas mulheres".

Estas eleições também representam uma vitória para duas mulheres: a presidente do Partido Republicano em Porto Rico e ex-presidente da Câmara local de Representantes, Jennifer González, e Alexandra Lúgaro.

González, do mesmo partido de Rosselló, será a primeira mulher a representar Porto Rico perante Washington depois destas eleições, enquanto Lúgaro foi a primeira mulher a apresentar-se como candidata independente para a governação da ilha, conseguindo o terceiro lugar, com 11,02% dos votos.

Em San Juan, a capital, Carmen Yulín Cruz Soto vai servir mais quatro anos como presidente do município, pelo PPD.

Quase 2,9 milhões de porto-riquenhos foram chamados às urnas, numas eleições em que as sondagens previam a vitória de Rosselló.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Escapar à Síria para voltar à Arménia de onde os avós fugiram

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.