El Salvador denuncia abuso sexual de crianças em abrigos no Arizona, EUA

"Recebemos relatos lamentáveis de abusos", afirmou a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros de El Salvador, Liduvina Magarín

As autoridades de El Salvador denunciaram, na quinta-feira, o abuso sexual de três crianças em abrigos norte-americanos no Arizona, onde foram colocadas depois de separadas das famílias na fronteira com os Estados Unidos.

"Recebemos relatos lamentáveis de abusos", disse aos jornalistas a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros do país, Liduvina Magarín, acrescentando que já está a tratar o caso com a Justiça norte-americana.

De acordo com Margarin, os abusos sexuais foram cometidos por funcionários de abrigos governamentais no estado do Arizona a adolescentes com idades entre os 12 e os 17 anos.

"É importante que as crianças deixem os abrigos o mais rápido possível porque é lá que estão mais vulneráveis", disse.

Desde abril, mais de 2.300 crianças, na sua maioria do México e da América Central, foram separadas das famílias na fronteira, na sequência da política de "tolerância zero" do Governo de Donald Trump.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.