El Chapo declarado culpado nos EUA. Arrisca prisão perpétua

O julgamento do antigo líder do cartel de Sinaloa, em Brooklyn, começou há 11 semanas. Os jurados deliberaram durante sete dias antes de chegar ao veredicto.

Joaquim "El Chapo" Guzmán foi considerado culpado no julgamento em Brooklyn, Nova Iorque. Era acusado de dez crimes, incluindo tráfico de droga, lavagem de dinheiro e vários homicídios. Ao sétimo dia de deliberação, o júri decidiu condenar o narcotraficante mexicano, de 61 anos, que arrisca a prisão perpétua. A sentença será conhecida a 25 de junho.

Segundo a Reuters, Guzmán ficou sentado e não mostrou qualquer emoção quando foi conhecido o veredicto. Depois de os jurados saírem, ele e a mulher puseram a mão no coração e fizeram com os dedos o sinal de O.K..

Guzmán era acusado de dirigir entre 1989 e 2014 o cartel de Sinaloa, que enviou para os EUA mais de 154 toneladas de cocaína e grandes quantidades de heroína, metanfetaminas e marijuana.

De acordo com as autoridades norte-americanas, El Chapo tornou-se o traficante mais poderoso do mundo após a morte do colombiano Pablo Escobar, em 1993.

El Chapo era também suspeito de protagonizar uma campanha de assassínios e sequestros e de branqueamento de milhares de milhões de dólares.

Preso pela primeira vez na Guatemala, em 1993, e após ser condenado a 21 anos de prisão, Guzmán escapou em 2001 de uma prisão de alta segurança de Puente Grande (estado de Jalisco).

Após 13 anos em fuga, foi capturado em 2014, mas escapou um ano mais tarde de uma prisão de máxima segurança de Altiplano, perto da Cidade do México, através de um túnel com 1,5 quilómetros.

Em janeiro de 2016, e após várias tentativas, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, anunciou finalmente a captura de El Chapo.

Um ano mais tarde, foi extraditado para os Estados Unidos.

Apesar de outras importantes figuras dos cartéis de droga terem sido extraditadas, Guzman foi o primeiro a ser julgado em vez de se declarar culpado.

No julgamento, com jurados anónimos por questões de segurança, foram ouvidas mais de 50 testemunhas, incluindo alguns dos seus antigos aliados, que permitiram levantar o véu sobre a vida de Guzmán e os negócios do cartel de Sinaloa.

A defesa de Guzmán não tentou defender a sua inocência, optando por alegar que ele era o bode expiatório de alguns dos que testemunharam contra si.

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