Egito ataca alegados autores de atentado contra cristãos coptas

Egito atacou base na Líbia de onde saíram os presumíveis autores do atentado em que morreram 28 cristãos coptas. Trump condena

As forças armadas egípcias atacaram hoje na Líbia a base de onde saíram os presumíveis autores do atentado no Cairo, em que morreram 28 cristãos coptas, anunciou o Presidente do Egito, Abdelfatah Al-Sisi.

O anúncio foi feito numa intervenção transmitida pela televisão pública e al-Sisi garantiu na ocasião que o seu país "não vacilará em atacar campos de treino de terroristas", no Egito ou no estrangeiro.

Até agora ainda nenhuma organização reivindicou o ataque contra um autocarro em que 28 cristãos coptas, entre os quais crianças, morreram quando se dirigiam para um mosteiro próximo da localidade egípcia de Al Adua, na província de Minya, no sul do país.

Os cristãos coptas representam entre 10 e 12% da população egípcia e é em Minya que vive o maior número de fieis desta comunidade religiosa.

Trump condena

Donald Trump, condenou hoje o ataque contra cristãos coptas no Egipto e apelou à proteção destas comunidades no Médio Oriente.

O presidente dos EUA fez estas declarações em Itália, onde está a participar na Cimeira do G7, tendo pedido aos países aliados para "proteger e defender" as "históricas comunidades cristãs do Médio Oriente".

"Os terroristas estão comprometidos com uma guerra de civilizações e cabe a todos nós que valorizamos a vida derrotar esse mal", acrescentou Donald Trump, considerando que "o sangue dos cristãos tem de parar de correr".

O autocarro deslocava-se para o mosteiro copta de São Samuel, na província de Minia, no sul do Cairo, e foi atacado por homens armados e encapuzados que se deslocavam em três carinhas e que depois fugiram, segundo o Ministério do Interior egípcio.

O ataque ocorreu um mês e meio depois de atentados contra duas igrejas coptas, que causaram 45 mortos e foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O Presidente do Egipto, Abdelfatah Al Sisi, já acusou entretanto o Estado Islâmico do ataque.

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