Egito admite erro na condenação de criança de 4 anos a prisão perpétua

Menino foi uma das 115 pessoas condenadas por vários homicídios que ocorreram quando tinha dois anos

Ahmed Mansour Qurani Sharara tem quatro anos e foi condenado a prisão perpétua, acusado de vários homicídios durante um protesto em janeiro de 2014 de apoio ao presidente deposto Mohammed Morsi. Perante a insólita situação, as autoridades egípcias admitiram o erro e prometeram que não irão prender nem a criança, nem o pai.

Segundo a CNN, a polícia descobriu que Ahmed era um bebé quando foi a sua casa prendê-lo. Quem acabou detido foi o pai e só foi libertado quatro meses depois. Apesar do conhecimento da idade de Ahmed, processo prosseguiu: quatro acusações de homicídios, oito tentativas de homicídio e atos de vandalismo contra propriedade do governo.

Um porta-voz dos militares explicou no Facebook, segundo o Huffington Post, que a condenação era destinada a um adolescente de 16 anos que tem o mesmo nome que a criança.

O caso está a preocupar grupos de defesa dos direitos humanos que consideram um exemplo dos problemas do sistema judicial egípcio. Em 2014, um grupo de especialistas das Nações Unidas alertaram para a necessidade urgente de reforma do sistema judicial naquele país.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.