Egito admite erro na condenação de criança de 4 anos a prisão perpétua

Menino foi uma das 115 pessoas condenadas por vários homicídios que ocorreram quando tinha dois anos

Ahmed Mansour Qurani Sharara tem quatro anos e foi condenado a prisão perpétua, acusado de vários homicídios durante um protesto em janeiro de 2014 de apoio ao presidente deposto Mohammed Morsi. Perante a insólita situação, as autoridades egípcias admitiram o erro e prometeram que não irão prender nem a criança, nem o pai.

Segundo a CNN, a polícia descobriu que Ahmed era um bebé quando foi a sua casa prendê-lo. Quem acabou detido foi o pai e só foi libertado quatro meses depois. Apesar do conhecimento da idade de Ahmed, processo prosseguiu: quatro acusações de homicídios, oito tentativas de homicídio e atos de vandalismo contra propriedade do governo.

Um porta-voz dos militares explicou no Facebook, segundo o Huffington Post, que a condenação era destinada a um adolescente de 16 anos que tem o mesmo nome que a criança.

O caso está a preocupar grupos de defesa dos direitos humanos que consideram um exemplo dos problemas do sistema judicial egípcio. Em 2014, um grupo de especialistas das Nações Unidas alertaram para a necessidade urgente de reforma do sistema judicial naquele país.

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