A tendência de Donald Trump para apresentar uma visão muito própria da verdade e dos factos tem sido, desde a sua chegada à presidência, um dos temas mais visados por parte da imprensa norte-americana. No mês passado, o Washington Post divulgou mesmo um Fact Checker (verificador de factos) onde concluiu que, nos primeiros 601 meses da sua presidência, Trump fez mais de 5000 afirmações falsas ou enganadoras, ao ritmo de 8,3 por dia..Agora, questionado em entrevista à ABC News sobre a sua relação com a verdade, o Presidente dos Estados Unidos deu uma resposta que, a fazer fé no histórico acima referido, não pode deixar de ser considerada bastante...honesta. ."Eu quero sempre dizer a verdade. Quando posso, digo a verdade", começou por assegurar ao jornalista que o questionou a este respeito. "Por vezes alguma coisa acontece que é diferente ou há uma mudança mas eu gosto sempre de ser verdadeiro"..As polémicas em torno da autenticidade das afirmações de Trump e dos membros do seu gabinete começaram logo na tomada de posse, quando um membro do seu staff afirmou que a multidão que assistiu à sua inauguração, em Washington DC, foi "a maior de sempre" na história da presidência. Na altura foram exibidas imagens aéreas da multidão que assistiu à tomada de posse de Trump e a momento idêntico da primeira presidência de Barack Obama, em que era evidente a muito maior dimensão da massa humana atraída por este último..Mais recentemente, Trump tem contestado as estimativas dos jornalistas relativas a colunas de migrantes oriundos da América Central, com destino aos Estados Unidos, afirmando que estas são muito maiores do que tem sido relatado nos media. OU ainda que os Estados Unidos são o único país do mundo a reconhecer direitos de cidadania a crianças nascidas no seu território, quando existem outros 30, Portugal incluído, onde isso sucede..No passado, as suas afirmações incluíram a garantia de que os Republicanos têm-se batido muito mais do que os democratas pela proteção dos cidadãos com problemas de saúde, ou a promessa de que o Congresso aprovaria uma redução de impostos para a classe média até esta quinta-feira, dia 1 de novembro, apesar de este não ter quaisquer planos para reunir antes das eleições intercalares, que decorrem na próxima terça-feira.