Duas turistas mortas e quatro feridas em ataque com faca em praia egípcia

Motivo do ataque é desconhecido. Agressor foi detido

As vítimas de um ataque com uma faca perpetrado hoje numa estância balnear no Egito são duas turistas alemãs, que não resistiram aos ferimentos e morreram, e quatro turistas - incluindo duas da República Checa - que ficaram feridas, segundo a Reuters.

O ataque ocorreu numa estância balnear em Hurghada, na costa do Mar Vermelho (leste do Egito), informou o Ministério do Interior egípcio. O agressor, cuja identidade não foi revelada, foi detido de imediato no local.

A polícia local acredita que o motivo mais provável do atacante era cometer um roubo, mas ainda não afastou a hipótese de se tratar de um ataque terrorista.

As turistas feridas foram transportadas para unidades hospitalares locais.

A polícia requisitou as imagens das câmaras de vigilância do 'resort' onde ocorreu o ataque e continuam a interrogar o agressor.

As primeiras informações da investigação indicam que o homem teve acesso à praia privada do hotel através de uma praia pública das imediações. O homem terá nadado e conseguido entrar na área privada do 'resort'.

Em janeiro de 2016, três turistas ficaram feridos na zona balnear de Hurghada num ataque também perpetrado com uma arma branca.

Os agressores eram alegados simpatizantes do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Ler mais

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.