Diretor de campanha de Trump chega a acordo com a Justiça

Acordo de Paul Manafort com os procuradores pode representar más notícias para Donald Trump, ou para os seus próximos, caso o acordo envolva a investigação à interferência russa.

Paul Manafort, que desempenhou as funções de diretor de campanha de Donald Trump declarou-se culpado de duas acusações criminais na investigação do procurador especial Robert Mueller. O acordo pode vir a desempenhar uma peça central na investigação conduzida por Robert Mueller sobre a interferência russa na campanha presidencial e no alegado conluio com a campanha de Trump.

Manafort estava na famosa reunião de 2016 na Trump Tower, na qual russos fizeram uma oferta de alegados elementos negativos sobre Hillary Clinton.

Manafort declarou-se culpado de uma acusação de conspiração contra os Estados Unidos e de uma acusação de conspiração para obstruir a justiça.

Com este acordo, o advogado livra-se de um segundo julgamento no qual estava acusado de lavagem de dinheiro e de fraude fiscal por não ter registado os milhões de dólares enquanto agente político pró-russo na Ucrânia.

Não se sabe ainda se este acordo inclui a cooperação com as autoridades sobre a interferência russa.

Manafort, de 69 anos, já tinha sido condenado por fraude fiscal e poderá ter uma pena de oito a dez anos de prisão, independentemente deste acordo. No entanto, poderá beneficiar de um perdão presidencial.

No mês passado, Donald Trump elogiou Manafort por recusar um acordo judicial, como o ex-advogado do presidente, Michael Cohen.

"Sinto muito por Paul Manafort e pela sua família maravilhosa (...) Ao contrário de Michael Cohen recusou-se a "ceder" - inventar histórias para ter um "acordo". Grande admiração por este homem corajoso!", escreveu no Twitter.

O advogado trabalhou na campanha de Trump durante cinco meses, três dos quais como diretor.

Ler mais

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.