Detidos 118 migrantes que tentavam chegar à costa grega

Em 2018, a guarda costeira turca intercetou cerca de 25 mil migrantes e em 2017 foram 21 mil.

A guarda costeira turca deteve 118 migrantes irregulares que tentavam chegar à Grécia por via marítima, informou esta quarta-feira o jornal Hürriyet.

Numa primeira operação, 69 migrantes de nacionalidade afegã foram capturados num barco pneumático na costa da cidade de Kusadasi, no Mar Egeu.

A guarda costeira turca deteve depois outras 49 pessoas quando estavam a preparar outro barco para navegar até a costa grega.

No segundo navio estavam 17 centro-africanos, 12 afegãos, cinco eritreus, quatro iranianos, quatro somalis, dois sudaneses, dois palestinianos, dois ganeses e um nigeriano.

Em 2018, a guarda costeira turca intercetou cerca de 25 mil migrantes e em 2017 foram 21 mil.

Durante o ano passado, as autoridades turcas contabilizaram pelo menos 65 mortes de pessoas que tentavam atravessar da Turquia para a Europa cruzando o mar Egeu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?