Detido o homem que matou três pessoas, incluindo dois polícias, em Espanha

Suspeito de assassinar dois agentes da Guardia Civil será ex-militar da Europa de Leste

A Guardia Civil deteve na madrugada desta sexta-feira o homem que na tarde de ontem terá matado dois agentes da Guardia Civil e um residente de Teruel, Espanha.

Segundo o El Mundo, depois de várias horas de pânico com informações confusas sobre o paradeiro do homem, foi uma patrulha de Castellón que se juntara ao dispositivo policial mobilizado para procurar o suspeito que conseguiu detê-lo, em Cantavieja. O homem seguia a pé, depois de ter tido um acidente com a carrinha verde que conduzia desde que fugira do local do crime, oito horas antes.

Nesta altura, sabe-se apenas que o detido tem nacionalidade estrangeira e ainda não foi identificado porque, de acordo com o representante do governo espanhol em Aragão, não está a colaborar com as autoridades nos primeiros interrogatórios judiciais.

Fontes próximas da investigação, citadas pelo El Mundo, indicam que se tratará de um ex-militar da Europa de Leste que, quando foi detido, levava as armas que roubou aos agentes da Guardia Civil que terá assassinado. Estava vestido com um uniforme militar e fortemente armado e terá profundo conhecimento no manejamento de armas: conseguiu matar os agentes ainda que estes usassem coletes antibalas.

Os polícias mortos tinham 30 e 38 anos. O suspeito assassinou ainda um engenheiro agrónomo com propriedades no local, que se tinha juntado à Guardia Civil no dispositivo de buscas.

O detido terá estado envolvido num outro tiroteio, que aconteceu na zona, a 5 de dezembro, tendo ferido dois homens. Desde essa altura as autoridades tinham intensificado a vigilância na região.

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