Derrame de combustível causa cinco mortos na ilha de Bornéu

As vítimas estavam a praticar pesca lúdica quando aconteceu o acidente. O derrame está ativo desde o fim de semana

Cinco pessoas morreram devido a um derrame de combustível que começou no fim de semana e que continuava hoje a verter na baía de Balikpapan, um porto na ilha indonésia de Bornéu, onde já foi declarado o estado de emergência.

As vítimas mortais são cinco pessoas que estavam a praticar pesca lúdica quando aconteceu o derrame, logo seguido de incêndio, segundo o responsável da Agência Nacional de Busca e Resgate de Balikpapan, Oktavianto.

A mesma fonte adiantou que os fumos do incêndio, que já foi dominado, afetaram centenas de pessoas que sentem problemas respiratórios e náuseas.

As autoridades, que estão a coordenar as operações com a empresa estatal Pertamina e a PT Chevron Indonesia, ainda não determinaram a causa do derrame nem avaliaram os danos causados à economia e ao ambiente.

O derrame afeta a costa leste e norte da cidade, a segunda maior da província de Kalimantan Oriental (Bornéu Oriental) e já cobre uma superfície com aproximadamente 12 quilómetros quadrados.

A empresa Pertamina, que tem uma refinaria de petróleo naquela zona, assegurou à imprensa local que o derrame não é de crude e sim de combustível para barcos, negando qualquer responsabilidade.

A Indonésia divide a ilha de Bornéu, rica em recursos naturais, com a Malásia e o Brunei.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.