Decisão judicial: repórter da CNN pode voltar a entrar na Casa Branca

Um juiz decidiu que o repórter Jim Acosta pode voltar a entrar na Casa Branca, uma semana depois de o presidente Donald Trump lhe ter retirado as credenciais de correspondente da CNN

Uma semana bastou para que um tribunal distrital dos Estados Unidos revertesse a ordem de Donald Trump que retirou ao repórter Jim Acosta a sua credencial de acesso à Casa Branca enquanto correspondente da CNN.

A notícia está a ser avançada pelo Washington Post que diz que o juiz Timothy J. Kelly decretou que Acosta tem a sua credencial de volta.

A Casa Branca anunciou na quarta-feira que tinha suspendido a acreditação do jornalista da CNN após uma tensa troca de palavras com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Acabou de me ser negado o acesso à Casa Branca", confirmou o jornalista Jim Acosta que, no decorrer da conferência de imprensa, se recusou a devolver o microfone a um membro da equipa da Casa Branca.

O confronto verbal começou após o jornalista ter questionado Trump a propósito da caravana de migrantes da América Latina que se dirige para a fronteira no sul dos Estados Unidos. Quando Jim Acosta tentou colocar uma pergunta adicional, Trump recusou responder e disse "Já chega!", enquanto uma funcionária da equipa da Casa Branca procurava, sem sucesso, retirar o microfone das mãos do jornalista.

A CNN decidiu então avançar com um processo judicial contra Donald Trump e vários membros da administração do Presidente dos EUA ​​​​​.

Os queixosos - CNN e Jim Acosta - alegavam que os seus direitos relativamente à 1.ª e 5.ª Emendas dos EUA estavam a ser violados com esta decisão da administração Trump e acusaram seis pessoas: Donald Trump, o chefe de gabinete John Kelly, a porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders, Bill Shine, também ele responsável pela comunicação da administração, o diretor dos serviços secretos Joseph Clancy e o agente dos serviços secretos que retirou a acreditação a Jim Acosta.

"Pedimos uma imediata ordem de restrição e que a acreditação seja devolvida imediatamente ao Jim [Acosta]. Enquanto este processo tem a ver com a CNN e Jim Acosta, isto podia ter acontecido com qualquer pessoa. Se não fosse contestado, as ações da Casa Branca podiam ter tido um efeito gélido em qualquer jornalista que cobre oficiais eleitos", lê-se num documento enviado a um tribunal de Washington.

Esta sexta-feira o juiz deu razão à cadeia televisiva.

*em atualização

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