Coreias vão desfilar juntas com bandeira da unificação nos Jogos Olímpicos de Inverno

Duas Coreias vão desfilar com bandeira unificada e ter ainda uma equipa feminina conjunta de hóquei no gelo

As duas Coreias concordaram esta quarta-feira formar uma equipa feminina conjunta de hóquei no gelo para participar nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang no próximo mês de fevereiro na Coreia do Sul, e desfilar juntas sob uma bandeira unificada na cerimónia de abertura das Olimpíadas, informa um comunicado divulgado pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul.

A Coreia do Norte vai enviar uma delegação de 550 membros, incluindo 230 animadores (cheerleaders'), 140 artistas e 30 atletas de Taekwondo para uma demonstração.

A delegação deverá chegar à Coreia do Sul a 25 de janeiro, refere o mesmo comunicado.

Estas decisões foram tomadas pelos responsáveis dos dois países numa reunião de trabalho em Panmunjom, cidade fronteira na zona desmilitarizada, que divide a península coreana, onde foi assinado o cessar-fogo.

No início desta semana, as delegações tinham chegado a acordo sobre a atuação no Sul de 80 músicos e 60 cantores e bailarinos norte-coreanos, durante os Jogos, para os quais o Norte poderia apresentar um par em patinagem artística, mas falharam o período de confirmação de participação.

Os jogos de PyeongChang, na Coreia do Sul, realizem-se de 9 a 25 de fevereiro. A Coreia do Norte enviará ainda uma delegação aos Jogos Paralímpicos, a realizar entre 9 e 18 de março.

Com Lusa

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.