Coreias instalam linha telefónica entre os dois chefes de Estado

Em 2000, as duas Coreias estabeleceram uma linha telefónica direta entre os gabinetes de ambos os chefes de Estado. A linha manteve-se ativa ininterruptamente até 2008

As duas Coreias têm prevista para hoje uma reunião para acordar o estabelecimento de uma linha telefónica direta entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Porta-vozes do gabinete presidencial da Coreia do Sul não confirmaram a hora do início do encontro nem o conteúdo detalhado da reunião que se realiza na fronteira militarizada entre os dois países, onde vai decorrer a cimeira histórica entre os dois chefes de Estado no próximo dia 27.

Seul e Pyongyang também decidiram não revelar nenhum conteúdo de outra reunião de trabalho realizada na quinta-feira sobre o protocolo e medidas de segurança durante aquela cimeira na qual Kim Jong-un se disponibilizou a discutir a possibilidade de terminar com o programa nuclear norte-coreano.

Na primeira cimeira entre as duas coreias, em 2000, em Pyongyang, entre Kim Jong-il (padre de Kim Jong-un) e o presidente sulcoreano Kim Dae-jung as duas Coreias estabeleceram uma linha telefónica direta entre os gabinetes de ambos os chefes de Estado.

A linha manteve-se ativa ininterruptamente até 2008, quando foi suspensa após a chegada ao poder de Seul do conservador Lee Myung-bak.

A reunião dos líderes da península coreana vai anteceder o encontro histórico entre Kim Trump em maio

Kim vai ser o primeiro dirigente norte-coreano a pisar solo da Coreia do Sul desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53). As duas anteriores cimeiras, em 2000 e 2007, decorreram em Pyonyang.

A Coreia do Norte decidiu deixar este ano o isolamento diplomático após quase uma década de relações difíceis com os governos conservadores da Coreia do Sul e após um ano de 2017 especialmente marcado pelos testes de armamento do regime e a troca de ameaças com o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump.

A reunião dos líderes da península coreana vai anteceder o encontro histórico entre Kim Trump em maio.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.