Coreia do Norte diz que é importante evitar a guerra

Visita de responsável pelos assuntos políticos da ONU à Coreia do Norte foi a primeira de um responsável político das Nações Unidas em mais de sete anos

O responsável pelos assuntos políticos da ONU, Jeffrey Feltman, disse que oficiais de Pyongyang lhe disseram durante uma visita ao país na semana passada que "era importante evitar a guerra" face ao avanço dos programas nuclear e de mísseis balísticos.

O diplomata veterano norte-americano, que é subsecretário-geral da ONU para os assuntos políticos, disse aos jornalistas depois de informar em privado o Conselho de Segurança das Nações Unidas na terça-feira de que a forma "como fazemos isso" foi o tema de mais de 15 horas de discussão com o ministro dos Negócios Estrangeiros Ri Yong Ho e outros responsáveis.

"Eles precisam de sinalizar o que estão dispostos a fazer agora... para começar algum tipo de compromisso", disse.

"Acho que deixámos a porta entreaberta, e espero fervorosamente que a porta para uma solução negociada seja agora mais aberta".

Após a visita, no final da semana passada, Jeffrey Feltman e as autoridades da Coreia do Norte emitiram um comunicado, no qual concordavam que a situação na península asiática é a questão "mais tensa e perigosa do mundo" em termos de paz e segurança.

A posição coincidente entre a ONU e Pyongyang surgiu na sequência de uma "série de reuniões" que Feltman manteve com o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong Ho, e com o vice-ministro, Pak Myong Guk, durante a visita que fez à Coreia do Norte entre terça e sexta-feira.

A visita de Feltman aconteceu após mais um ensaio balístico da Coreia do Norte, com o míssil disparado a atingir maior altura do que em qualquer de outros testes anteriores.

Segundo a ONU a visita foi uma resposta a um convite antigo para manter um "diálogo político" entre as autoridades de Pyongyang e as Nações Unidas.

Trata-se da primeira viagem à Coreia do Norte que faz um responsável político das Nações Unidas em mais de sete anos. O último a visitar o país fora o antecessor de Feltman, Lynn Pascoe, em fevereiro de 2010.

A tensão na península coreana é elevada, com Pyongyang a aumentar os lançamentos de mísseis e os testes nucleares enquanto foi trocando ameaças bélicas com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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