Coreia do Norte disposta a negociar com os EUA, diz Moscovo

Os chefes da diplomacia norte-americana (à esquerda) e russa tiveram hoje um encontro bilateral em Viena, à margem da ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa

Chefe da diplomacia russa transmitiu disponibilidade de Pyongyang para negociações diretas com Washington sobre armas nucleares.

A Rússia informou esta quinta-feira os EUA sobre a disponibilidade da Coreia do Norte para conversações diretas sobre as suas armas nucleares.

Em Viena, num encontro bilateral à margem da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o russo Sergei Lavrov comunicou ao seu homólogo Rex Tillerson que Pyongyang pretende dialogar com Washington sobre garantias quanto à sua segurança.

"Sabemos que a Coreia do Norte quer, acima de tudo, falar com os EUA sobre garantias para a sua segurança", referiu Sergei Lavrov, citado pela agência noticiosa russa Interfax. "Estamos preparados para apoiar essas negociações, para as facilitar", precisou o chefe da diplomacia de Moscovo.

A aparente disponibilidade norte-coreana foi transmitida ao secretário de Estado norte-americano no dia em que um enviado da ONU - o norte-americano Jeffrey Feltman - foi recebido em Pyongyang pelo ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano.

Esta foi a primeira vez em seis anos que um alto representante da ONU visitou Pyongyang, no que é mais um sinal do crescente clima de tensão criado com os frequentes lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais e testes nucleares por parte da Coreia do Norte.

Há uma semana, o lançamento de um novo míssil balístico intercontinental, denominado Hwasong-15, cimentou a convicção de que o território continental norte-americano está ao alcance daquelas armas.

Acresce que a Coreia do Norte, perante o exercício aéreo conjunto entre a Coreia do Sul e os EUA (envolvendo centenas de aeronaves), declarou o início da guerra na península coreana como "um facto estabelecido".

"A pergunta que resta é a de saber quando é que a guerra rebentará", afirmou quarta-feira um porta-voz da diplomacia norte-coreana.

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