Confrontos na Tailândia fazem quatro mortos em 24 horas

Mais de 6500 pessoas morreram desde o recomeço da rebelião contra o Governo em 2004

Quatro pessoas foram mortas a tiro nas últimas 24 horas no sul da Tailândia, incluindo um seringueiro budista cujo corpo foi depois incendiado, disse hoje a polícia.

A onda de violência surgiu após meses de relativa calma na região, onde mais de 6500 pessoas, a maioria civis, morreram desde o recomeço de uma rebelião contra o Governo em 2004.

O seringueiro Chatchai Saethong, de 55 anos, foi baleado na quinta-feira no distrito de Yaha, na província de Yala, uma das três que fazem fronteira com a Malásia e que foram mais atingidas pela violência.

"O seu corpo foi incendiado e deixado a queimar", descreveu à AFP Praponwat Khantiwaranant, da polícia local.

Uma hora mais tarde, um 'ranger' muçulmano do exército foi abatido num bairro vizinho, também de acordo com as autoridades.

Dois outros civis muçulmanos, incluindo outro seringueiro, foram mortos a tiro na quarta-feira, enquanto outro 'ranger' do exército se encontra em estado crítico depois de ter sido baleado.

Os rebeldes que lutam por maior autonomia têm frequentemente como alvos pessoas que acreditam serem colaboradores do Estado tailandês, que anexou a região do sul, culturalmente distinta, há mais de 100 anos.

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