Confrontos na Síria causam 30 mortos

29 elementos das forças governamentais e um jovem civil morreram nas últimas 24 horas

Pelo menos 29 elementos das forças governamentais e um jovem civil morreram, nas últimas 24 horas, em confrontos entre as forças do regime e fações rebeldes em várias frentes da província de Deraa, no Sul da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Os confrontos mais violentos produziram-se durante a noite de sexta para sábado, na cidade de Deraa, onde as tropas leais ao regime de Damasco lançaram um ataque, numa zona situada entre o bairro de Deraa al-Balad e a estrada de Al-Sad, contra as forças rebeldes, que ripostaram, resultando baixas em ambas as fileiras.

Nesses confrontos, pelo menos 17 combatentes leais ao governo sírio perderam a vida, refere o Observatório, que não deu indicações sobre as baixas entre as fações rebeldes, mas acrescentou que um jovem civil morreu.

Nas últimas 24 horas, os confrontos prosseguiram em várias zonas do leste da província, tendo resultado na morte de outros 12 militares.

Desde 19 de junho, as forças do regime intensificaram os bombardeamentos, sobretudo na zona leste da província de Deraa, antes de lançarem, alguns dias depois, uma ofensiva contra os bairros controlados pelos rebeldes na cidade com o mesmo nome.

A ofensiva já causou a morte a uma centena de civis, incluindo 19 crianças, e forçou a deslocação de pelo menos 120 mil pessoas, segundo o Observatório.

Na quinta-feira, as Nações Unidas apelaram aos Estados Unidos, à Rússia e à Jordânia para fazerem tudo o que pudessem para se conseguir um cessar-fogo em Deraa, província onde, em março de 2011, começou a contestação ao regime de Bachar Al-Assad, cuja repressão deu início à guerra civl que já causou mais de 350 mil mortos e milhões de deslocados.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.