Coligação Unidos Podemos passa PSOE mas PP voltaria a ganhar

Juntos, partidos de Pablo Iglesias e Alberto Garzón sobem ao segundo lugar, revela sondagem Metroscopia ontem publicada pelo jornal El País

A coligação Unidos Podemos (Podemos+Esquerda Unida) roubaria o segundo lugar ao PSOE se as eleições legislativas espanholas (marcadas para 26 e junho) se realizassem hoje, revelou uma sondagem Metroscopia ontem publicada pelo jornal El País.

23,2% das intenções de voto é quanto recolhem os partidos de Pablo Iglesias e Alberto Garzón, enquanto que a formação de Pedro Sánchez surge com 20,2%. A aliança feita pela esquerda radical arrebataria, assim, o segundo lugar aos socialistas.

Em primeiro lugar ficaria o PP do primeiro-ministro em exercício, Mariano Rajoy, com 29,9%. Os populares voltariam, assim, a ser o partido mais votado, como aconteceu nas legislativas do dia 20 de dezembro.

Encarada como uma segunda volta dessas eleições, a votação de 26 de junho tem como incógnita saber se algum partido ou combinação de partidos conseguirá chegar à maioria absoluta (que se situa nos 186 deputados). Caso contrário o impasse dos últimos cinco meses pode repetir-se. Algo que não convém ao país.

Em relação aos resultados das legislativas de dezembro, nesta sondagem o PP cresce, passando de 28,7% para 29,9%, tal como o Ciudadanos de Albert Rivera, que passa de 13,9% para 15,5%. O PSOE, porém, desce: de 22% cai agora para os 20,2%. O Podemos e a Esquerda Unida, que nesse escrutínio alcançaram 20,7% e 3,7%, respetivamente, surgem agora, juntos, com 23,2%.

Sem dar crédito aos números do inquérito Metroscopia, o líder dos socialistas espanhóis afirmou ontem, em Madrid, que o Podemos "pagará nas urnas" o preço do "bloqueio da mudança". Sánchez referia-se ao facto de Iglesias não ter querido formar governo com o PSOE e com o Ciudadanos. Numa reunião do partido, o dirigente socialista prometeu formar no espaço de apenas uma semana um "governo social e limpo" se vencer as legislativas de junho. "Se não vencer o PSOE, não haverá mudança em Espanha". Garantindo que o seu partido é o único que oferece aos espanhóis uma "mudança sem intermediários", Sánchez deixou uma promessa: "No governo serei generoso, algo que não foram comigo".

Presentes na reunião realizada na capital espanhola estiveram também ex-dirigentes do partido e ex-primeiros-ministros. "O PSOE é a mudança", declarou Alfredo Pérez Rubalcaba, ex-secretário geral dos socialistas, ex-ministro do Interior e candidato derrotado por Mariano Rajoy nas legislativas de 2011. "Somos o partido que une a Espanha. O mais importante é a força, a convicção e o sim à mudança no dia 26", declarou, por sua vez, José Luis Rodríguez Zapatero, primeiro-ministro de Espanha de 2004 a 2011. "Não podemos continuar nesta situação. Mais quatro anos de um governo Rajoy representarão uma tortura que não é merecida", afirmou por seu lado Felipe González, chefe do governo de 1982 a 1996.

Também presente na ação de pré-campanha dos socialistas espanhóis, Susana Díaz, presidente da Junta da Andaluzia que é considerada como uma potencial rival de Sánchez, no futuro, disse estar convencida de que o partido ganhará estas novas legislativas. "Com o que sinto nas ruas, tenho esperança e estou convencida de que estamos em condições de ganhar no dia 26 de junho". Recorde-se que, a 20 de dezembro, o PSOE obteve o seu pior resultado de sempre, com 90 deputados, a primeira vez abaixo dos 100. O partido só ganhou na Andaluzia.

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