Colégio cede a pressão das mães e expulsa criança com Asperger da sala

Criança frequenta o quarto ano. Mães dos colegas pediam que fosse expulso da escola, mas os responsáveis acabaram por mudá-lo de turma, decisão que foi "celebrada" nas redes sociais

A expulsão de uma criança com síndrome de Asperger, uma perturbação do espetro do autismo, de uma sala de aula num colégio religioso na Argentina está a gerar indignação nas redes sociais. Não só pelo facto de o menino ter sido obrigado a trocar de sala, depois de muita pressão dos pais dos colegas, mas sobretudo pela "celebração" que as mães fizeram quando souberam que a escola ia aceitar as reivindicações e mudar a criança com Asperger de turma.

O colégio de San Antonio de Padua, na província argentina de San Luís, cedeu após vários meses de pressão dos pais, que chegaram a ameaçar não levar os seus filhos à escola caso a criança não fosse expulsa da escola. Ainda assim, os responsáveis da escola decidiram mudar o menino de turma, para contornar os pedidos de expulsão. A síndrome de Asperger afeta a interação social e a comunicação verbal e não verbal, levando frequentemente a casos de discriminação.

Rosaura Gomez, a tia da criança - que frequenta o quarto ano - denunciou o caso nas redes sociais, mostrando conversas de WhatsApp entre várias mães que se mostravam satisfeitíssimas com a decisão do colégio.

As mensagens de WhatsApp mostradas pela tia do menino

"Até que enfim uma boa notícia", "que bom para os meninos, que podem trabalhar e estar tranquilos", graças a Deus" ou "um alívio para nós", são algumas das reações, reproduzidas pelo El Mundo.

A publicação de Facebook de Rosaura Gomez

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