CNN vai processar Trump por banir jornalista da Casa Branca

Confronto verbal entre repórter Jim Acosta e o Presidente dos EUA fez com que perdesse a credencial. Canal de televisão e jornalista acusam mais seis pessoas, incluindo John Kelly e Sarah Sanders

A CNN vai processar Donald Trump e vários membros da administração do Presidente dos EUA depois de Jim Acosta, jornalista do canal de televisão norte-americano, ter sido banido (a acreditação foi suspensa) da Casa Branca. Este acabou por ser o desfecho de mais uma troca de palavras, desta vez um pouco mais dura, entre o repórter e Trump.

Os queixosos - CNN e Jim Acosta - alegam que os seus direitos relativamente à 1.ª e 5.ª Emendas dos EUA estão a ser violados com esta decisão da administração Trump e acusam seis pessoas: Donald Trump, o chefe de gabinete John Kelly, a porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders, Bill Shine, também ele responsável pela comunicação da administração, o diretor dos serviços secretos Joseph Clancy e o agente dos serviços secretos que retirou a acreditação a Jim Acosta, refere a estação.

"Pedimos uma imediata ordem de restrição e que a acreditação seja devolvida imediatamente ao Jim [Acosta]. Enquanto este processo tem a ver com a CNN e Jim Acosta, isto podia ter acontecido com qualquer pessoa. Se não fosse contestado, as ações da Casa Branca podiam ter tido um efeito gélido em qualquer jornalista que cobre oficiais eleitos", lê-se num documento enviado a um tribunal de Washington.

A Associação de Correspondentes da Casa Branca já afirmou que "apoia o objetivo da CNN de ver o seu jornalista recuperar a sua credencial para a Casa Branca que não deveria ter sido retirada logo desde o começo".

O presidente da CNN Worldwide, Jeff Zucker, enviou um documento interno aos colaboradores de toda a estação em que referia: "Este não é um passo que tomemos de ânimo leve. Mas a ação da Casa Branca também não tem precedentes".

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