Chefe a Google critica Trump por retirar EUA do Acordo de Paris

"Vai ser mais caro agir dentro de 20 anos do que hoje" disse Eric Schmidt

O patrão da casa-mãe da Google, Eric Schmidt, criticou hoje a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar os EUA do acordo de Paris para combater o aquecimento global.

"Apenas para que fique claro: é muito fácil perceber que o planeta está a aquecer relativamente depressa. Vai ser mais caro agir dentro de 20 anos do que hoje", declarou o presidente da Alphabet, a 'holding' da multinacional de serviços 'online' e 'software' Google, por ocasião do Paris Air Forum, que reuniu o mundo da aeronáutica na véspera do salão do Bourget, perto de Paris.

"Penso que a América vai continuar a ser um ator significativo" do setor, prosseguiu, garantindo que "a boa notícia é que as empresas vão continuar a reduzir as produções de carbono com ou sem regulamentações governamentais".

Concluído em 12 de dezembro de 2015 na capital francesa, assinado por 195 países e já ratificado por 147, o Acordo de Paris entrou formalmente em vigor em 04 de novembro de 2016, e visa limitar a subida da temperatura mundial, reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.

Quando anunciou, a 01 de junho passado, a decisão de retirar os Estados Unidos da América (EUA) do Acordo, por este ser alegadamente "desvantajoso" para o país, Trump afirmou-se disponível para negociar um novo compromisso em termos "mais justos", cenário imediatamente rejeitado pela generalidade da comunidade internacional, incluindo a União Europeia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

O Banco de Portugal está preso a uma história que tem de reconhecer para mudar

Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.