Cirurgião deixa uma luva e cinco compressas dentro do corpo de uma mulher

A paciente, de 48 anos, acabou por "dar à luz" o material, após dores e contrações muito fortes. Ficou com problemas de saúde crónicos

Uma mulher francesa de 48 anos vai processar um cirurgião que a operou depois de ter "dado à luz" uma luva de látex e cinco compressas, que o médico terá deixado dentro do corpo aquando do procedimento.

A operação teve lugar, em abril do ano passado, numa clínica privada em Marselha, onde os médicos procederam a uma intervenção que tinha como objetivo, de uma forma menos evasiva, que a mulher deixasse de ter menstruação. Na altura, disseram-lhe que tudo tinha "corrido bem".

No entanto, rapidamente a mulher começou a ter dores muito fortes, dificuldades em urinar e não conseguia dormir. "Parecia que alguém me estava a esfaquear na barriga, mas pensei que tivesse a ver com a operação. Falei com as enfermeiras e o cirurgião, que me deu analgésicos sem fazer quaisquer outros exames", disse a mulher ao Le Parisien .

Depois de "três dias de dor atroz no estômago", começou a ter contrações e finalmente "deu à luz" uma luva e cinco compressas. A contração durou quatro horas e deixou-a "numa piscina de sangue".

"Se não está satisfeita, faça o favor e contacte a minha seguradora. Estou muito bem assegurado". Esta foi a resposta do cirurgião quando a mulher percebeu o que se passou e voltou à clínica para confrontar o médico em questão. O cirurgião "não pediu desculpa" e "culpou as enfermeiras, dizendo que delega muitas coisas durante as operações".

"Toda a gente comete erros, mas a atitude levou-me à ação legal", explica a mulher, que diz ainda que, no fim de contas, teve "sorte, porque podia ter morrido de septicemia".

A mulher de 48 anos está a ser acompanhada psicologicamente, sofre de problemas urinários cónicos e ficou sem trabalhar durante vários meses.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.