Cinco tigres encontrados num congelador

Os animais tinham a pele intacta

Cinco tigres esventrados foram descobertos num congelador no Vietname, noticiou hoje um jornal oficial da província de Nghe An (centro) num país considerado uma placa giratória para o tráfico de animais selvagens.

Os cinco tigres congelados, com a pele intacta, foram descobertos na segunda-feira, segundo o mesmo jornal.

Trata-se de tigres da Indochina, segundo a agência vietnamita AVI.

A polícia, que está a investigar o caso, escusou-se a fazer comentários.

Os órgãos e os ossos dos tigres são utilizados na medicina tradicional no Vietname.

Os ossos de tigre são muitas vezes fervidos e misturados com álcool de arroz para confecionar uma mistura que alegadamente trata a artrose e dá força.

A procura local alimenta o tráfico ilegal, que usa também o marfim e o corno de rinoceronte.

O Vietname serve igualmente de ponto de passagem para o tráfico de animais selvagens com destino à Ásia, incluindo a China.

Segundo as organizações de defesa do ambiente, o Vietname é um dos piores países para o tráfico de espécies ameaçadas, acusação refutada pelo país.

O príncipe William lançou em novembro um alerta ao Vietname sobre a extinção de animais selvagens e apelou ao fim do tráfico, numa conferência internacional em Hanói.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.