Oito pessoas morrem em repentina inundação em reserva natural no sul de Itália

Cinco pessoas ficaram feridas, entre as quais um menino de cinco anos

Oito caminhantes morreram em consequência do súbito transbordo do rio Raganello, situado no parque nacional do Pollino, na Calábria, sul de Itália, devido a chuvas torrenciais e vento, anunciou hoje a proteção civil italiana.

"Temos oficialmente oito mortos, mas não podemos excluir que o balanço possa ainda aumentar", declarou o serviço de imprensa da proteção civil, citado pela agência noticiosa francesa AFP: "De acordo com as nossas informações, havia cerca de 30 pessoas no local, divididas em três grupos".

Fontes da presidência do Governo italiano citadas pela imprensa indicaram igualmente oito mortos -- quatro homens e quatro mulheres - e também cinco feridos, entre os quais um menino de cinco anos hospitalizado num centro próximo com problemas de hipotermia, e 14 pessoas resgatadas pelas equipas de salvamento da proteção civil e da corporação de bombeiros.

Segundo a imprensa, as pessoas que morreram faziam parte de um grupo de 15 caminhantes que foi surpreendido pelo transbordo do curso de água causado pelo mau tempo.

As buscas prosseguem, com a ajuda de um helicóptero, porque as equipas de socorro desconhecem o número preciso de caminhantes que se encontrava no parque no momento em que o rio transbordou.

Fortes projetores foram transportados para o local para as buscas prosseguirem, inclusive durante a noite.

Após várias horas de chuvas intensas e vento, as condições meteorológicas melhoraram ao fim da tarde naquela região da Calábria, próxima da cidade de Cosenza.

As gargantas do rio Raganello formam uma área natural protegida que se estende ao longo de 1600 hectares, com um desfiladeiro de 13 quilómetros, e que se situa no Parque Nacional do Pollino.

Trata-se de um percurso aconselhado apenas para caminhantes experientes, devido às muitas dificuldades que apresenta, e durante algum tempo esteve mesmo interditado, recordou a agência AGI.

Desde então, as autoridades locais regulamentaram de forma rígida o acesso a esta zona e colocaram placas nos rochedos para permitir às equipas de socorro identificar mais facilmente os locais, segundo a mesma fonte.

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