Cinco detidos após esfaqueamentos na Finlândia. Autor do crime é marroquino

Cinco pessoas foram detidas durante a noite. Autor do esfaqueamento tem nacionalidade marroquina

A polícia finlandesa anunciou hoje ter detido cinco pessoas numa rusga a um apartamento da cidade de Turku durante a noite, no âmbito da investigação aos esfaqueamentos que fizeram na sexta-feira dois mortos e oito feridos.

Logo a seguir ao ataque, a polícia deteve em poucos minutos o principal suspeito armado com uma faca, ferindo-o a tiro numa perna, numa praça do centro de Turku, cidade portuária no sudoeste da Finlândia, pouco depois das 16:00 locais (14:00 de Lisboa).

O homem feriu mortalmente duas pessoas e o número de feridos foi revisto em alta, passando de seis para oito, três dos quais encontram-se internados nos cuidados intensivos. As duas vítimas mortais são finlandesas e, entre os feridos, há dois suecos e um italiano.

O principal suspeito está também hospitalizado, e a polícia não pôde até agora interrogá-lo, ignorando ainda as motivações do ataque.

"Temos agora seis suspeitos sob custódia, o principal suspeito e mais cinco", declarou o comissário Markus Laine, do Departamento Nacional de Investigações.

"Estamos a investigar qual foi o papel das outras cinco pessoas, mas não temos ainda a certeza de que estejam relacionados [com o ataque]. Vamos interrogá-los e poderemos depois dizer mais. Mas eles estiveram em contacto com o principal suspeito", acrescentou Laine.

O suspeito já foi identificado como um jovem marroquino de 18 anos, estando as autoridades a investigar os homicídios como crimes com motivação terrorista.

O Departamento Nacional de Investigações precisou também hoje na rede social Twitter que está em curso "uma cooperação internacional" para investigar este caso.

De acordo com a imprensa finlandesa, o homem atacou as vítimas ao acaso - uma informação que os investigadores não confirmaram -- e terá igualmente agido sozinho, mas as autoridades estão à procura "de outros autores possíveis".

Na sexta-feira, após o ataque, a polícia nacional anunciou ter aumentado o número de patrulhas.

Em junho, os serviços de segurança finlandeses (Supo) aumentaram em um nível a sua avaliação do risco de ataque terrorista, anunciando ter identificado atividade do grupo 'jihadista' Estado Islâmico que poderia ter a Finlândia como alvo.

O risco, até então considerado "fraco", é agora "elevado", o segundo nível mais grave numa escala de quatro.

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