Cimeira UE-Japão adiada para 17 de julho devido às inundações no país

O encontro iria realizar-se esta quarta-feira, mas vai ser adiado devido às cheias no país que já mataram mais de 100 pessoas

A Comissão Europeia anunciou que a Cimeira União Europeia-Japão, inicialmente agendada para esta quarta-feira em Bruxelas e adiada devido às inundações que causaram mais de 100 mortos no país asiático, irá realizar-se a 17 de julho em Tóquio.

"O presidente Juncker falou com o primeiro-ministro do Japão há poucos minutos. Durante esta conversa, o presidente Juncker expressou as suas condolências ao primeiro-ministro japonês pela perda de vidas resultante das terríveis cheias que afetaram o Japão", informou o porta-voz do executivo comunitário, na conferência de imprensa diária da instituição.

Margaritis Schinas disse que Jean-Claude Juncker disse a Shinzo Abe que a União Europeia (UE) está preparada para prestar qualquer apoio às autoridades japonesas, manifestando ainda a sua solidariedade para com o povo japonês.

"Tendo em conta estes acontecimentos, a UE e o Japão acordaram que a cimeira prevista para esta quarta-feira realizar-se-á em Tóquio na próxima semana, em 17 de julho", comunicou.

Na cimeira desta semana, o bloco comunitário e o Governo japonês tinham previsto assinar um acordo económico.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, cancelou a viagem prevista à Europa e ao Médio Oriente para coordenar pessoalmente os trabalhos de assistência às vítimas e para visitar as zonas afetadas pelas inundações.

Também o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, expressou, numa publicação no Twitter, as suas "sentidas condolências" pelo desastre natural que afetou o Japão, e assegurou que a UE ajudará o país "de qualquer forma que seja necessária".

"Agora, os nossos pensamentos estão com as corajosas equipas de socorro, os serviços de emergência, e os voluntários envolvidos nas operações de busca e resgate, que fazem todos os possíveis para salvar vidas e ajudar as pessoas que precisam. A UE está preparada para proporcionar qualquer assistência aos amigos japoneses", sublinharam, num comunicado conjunto, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e o comissário para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

Mais de 100 pessoas morreram na sequência das chuvas torrenciais, inundações e aluimentos de terra que atingiram o oeste do Japão.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.