CIA considera WikiLeaks "serviço de informação hostil"

Críticas à WikiLeaks, fundada por Julian Assange, foram feitas pelo diretor da CIA

O diretor da CIA, Mike Pompeo, apelidou a WikiLeaks de um "serviço de informação hostil" que não pertence a nenhum estado, mas que é muitas instigado por atores estatais, como a Rússia durante a última campanha presidencial norte-americana.

"WikiLeaks funciona como um serviço de informação hostil e comporta-se como um serviço de informação hostil", disse Pompeo numa conferência do Centro para os Estudos Estratégicos e Internacionais, um think tank em Washington.

Os serviços de informação russos GRU usaram o grupo que é contra o secretismo para distribuir material que foi conseguido através de pirataria informática durante as presidenciais norte-americanas de 2016.

A WikiLeaks divulgou os emails do Partido Democrata durante a campanha que as agências de informação norte-americanas dizem ter sido roubados por piratas russos para tentar influenciar a eleição a favor do republicano Donald Trump (que viria a ganhar) contra Hillary Clinton.

O fundador da WikiLeaks, Julian Assange, disse que a divulgação dos documentos não teve como objetivo influenciar as eleições. Em março, a WikiLeaks publicou documentos que descreviam a forma como a CIA usa programas informáticos e erros de código para roubar informações de telemóveis, computadores e até televisores inteligentes, com ligação à Internet. O grupo prometeu em março

As autoridades acreditam que os contratistas (colaboradores externos) terão sido os responsáveis pela fuga de informação e entrega dos documentos à WikiLeaks. No passado, contratistas foram responsáveis por outras fugas de informação de material secreto. Edward Snowden e Harold Martin, ambos funcionários da empresa de consultoria Booz Allen Hamilton enquanto trabalhavam para a Agência Nacional de Segurança.

Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012, procurando evitar a extradição para a Suécia onde é procurado por suspeita de violação, algo que sempre negou. Acredita que o objetivo é extraditá-lo para os EUA, onde seria julgado pela fuga de informação secreta.

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