Christchurch: atirador agiu sozinho mas pode ter tido ajuda

Polícia da Nova Zelândia tem 250 agentes a acompanhar o caso, revelou o comissário Mike Bush esta segunda-feira.

Numa conferência de imprensa esta segunda-feira de manhã, o comissário da polícia da Nova Zelândia, Mike Bush, afirmou que o homem que matou 50 pessoas em Christchurch agiu sozinho mas poderá ter tido a ajuda de outras pessoas.

Brenton Tarrant foi detido logo após o tiroteio, na sexta-feira. Bush confirmou: "Acreditamos absolutamente que só houve um responsável por este ataque horrível." Mas explicou que a procura por pessoas que tenham ajudado Tarrant é "uma parte muito, muito importante da nossa investigação".

Esta é a maior investigação de sempre da polícia da Nova Zelândia, afirmou Mike Bush. Neste momento, 250 agentes estão a acompanhar o caso, contando ainda com a ajuda do FBI e das autoridades australianas. E sublinhou: "Estamos a fazer uma investigação bastante profunda. Vamos chegar a todos os cantos para garantir que não há mais ameaças".

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?