Christchurch. A cidade de Cristo que os sismos destruíram

Fundada em meados do século XIX para obedecer aos princípios da Igreja Anglicana, é a mais antiga cidade da Nova Zelândia. Tem quase 400 mil habitantes e uma forte comunidade muçulmana.

Foi em 1770 que o capitão James Cook avistou pela primeira vez a península de Canterbury na Nova Zelândia, mas só em meados do século seguinte surgiu a primeira localidade criada pelos colonos britânicos no local onde hoje fica Christchurch.

O local fora antes zona de caça das tribos maori da região, mas no momento de lhe dar nome, os colonos europeus, optaram por Christchurch (Igreja de Cristo), o nome do colégio que um dos seus fundadores, John Godley, frequentara na Universidade de Oxford. Godley, um irlandês que desenvolveu teorias sobre a forma de estabelecer e governar colónias, foi convidado pela Igreja Anglicana a estabelecer uma na Nova Zelândia, que obedecesse aos seus princípios religiosos. Viveu lá apenas dois anos antes de voltar ao Reino Unido.

Reconhecida por decreto real em 1856, Christchurch é a cidade mais antiga da Nova Zelândia.

Hoje a cidade tem pouco menos de 400 mil habitantes e vive sobretudo da agricultura, apesar de também ter desenvolvido a indústria, sobretudo no sector do aço e da construção.

Cidade multicultural, Christchurch tem uma comunidade muçulmana constituída por indivíduos vindos de vários países da Ásia, bem como do Médio Oriente e África. Um ataque contra duas mesquitas esta sexta-feira fez pelo menos 49 mortos, deixando essa comunidade muçulmana em choque, tal como o resto do país.

Nos últimos anos, a cidade foi sobretudo notícia na imprensa internacional devido a uma série de sismos que destruíram uma grande parte dos seus edifícios entre 2010 e 2012. O mais mortífero e destruidor teve lugar a 22 de fevereiro de 2011, quando 185 morreram e milhares de edifícios ruíram devido ao abalo de 6.2 na escala de Richter. Os últimos anos têm sido marcados pelos trabalhos de reconstrução um pouco por toda a cidade.

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