Chirajara: a implosão da ponte que nunca o chegou a ser

Um dos pilares da estrutura que ia ligar dois túneis na autoestrada entre Bogotá e Villavicencio desabou em janeiro, matando nove trabalhadores. O outro foi agora demolido. Veja o vídeo.

Foram precisos 200 quilos de explosivos, três mil metros de cabos, 30 detonadores e menos de um minuto para implodir o que restava da ponte de Chirajara, que nunca chegou a ficar concluída na autoestrada que liga Bogotá a Villavicencio. Um dos pilares desabou a 15 de janeiro, matando nove trabalhadores. O outro foi agora abaixo numa explosão controlada.

O acidente em janeiro foi provocado por uma falha no desenho da ponte, tendo sido colocada uma viga que não era suficientemente resistente para suportar o peso da infraestrutura. A ponte tinha mais de 280 metros de altura e, quando ficasse concluída, uma extensão de 446 metros. Devia ligar dois túneis num dos troços da autoestrada, que esteve fechada ao trânsito durante a operação.

As autoridades colombianas responsabilizaram o concessionário privado que estava encarregue da construção, a Coviandes, pelo ocorrido, tendo sido aberto uma investigação pela Procuradoria-Geral da Colômbia.

A investigação revelou que o pilar C, o único que restava, apresentava os mesmos erros de desenho do que o que caiu, pelo que tinha que ser demolido.

O custo total do projeto era de mais de 75 milhões de pesos colombianos (mais de 20 mil euros). A ponte estava a ser construída desde 2014 e devia ter sido inaugurada em março de 2018.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.