Promoviam "fascismo e militarismo". China apaga milhares de vídeos e músicas online

China investiga músicas e vídeos que podem promover "o fascismo e o militarismo". Mandou retirar milhares de vídeos e músicas que estavam em plataformas online. Dezoito foram aconselhadas a realizar inspeções aos seu conteúdos

As autoridades chinesas eliminaram milhares de arquivos de vídeo e música online e estão a investigar obras "que promovem o fascismo e o militarismo", anunciou o Ministério da Cultura e Turismo.

De acordo com um comunicado deste ministério foram removidos 4664 produtos musicais online, mais de cem mil vídeos e 4300 comentários de utilizadores por "infrações" genéricas. Foi ainda ordenado a 18 plataformas de música online a realização de "inspeções" ao seu conteúdo para que se autocensurem.

O Ministério da Cultura e Turismo ordenou às autoridades culturais do município de Pequim, bem como às das províncias de Zhejiang e Guangzhou para investigarem casos de "obras musicais online que glorifiquem o fascismo e o militarismo".

A campanha chinesa visa "regular a ordem comercial do mercado de cultura online e investigar aqueles produtos culturais online que contêm conteúdo vulgar".

Nesta última ação foram eliminados conteúdos de alguns dos fornecedores mais populares do país, como QQ Music, ou as páginas Douyin e Kuaishou que permitem aos utilizadores carregar e partilhar vídeos.

Por outro lado, 11 empresas de banda desenhada online retiraram da internet 977 obras e 167 histórias. Alguns meios de comunicação estatais já tinham acusado algumas dessas empresas de divulgarem "imagens sexualmente sugestivas" e até mesmo "conteúdo incestuoso", de acordo com o jornal China Daily .

O ministério acrescentou que vai reforçar a supervisão sobre os operadores para os obrigar a tomarem "medidas fortes" contra o conteúdo pornográfico, vulgar, violento e pouco ético, assim como contra todos aqueles que incitem ao crime.

Na semana passada, a China tinha lançado uma campanha contra 19 aplicações de vídeo, incluindo Bilibili e Miaopai, populares entre os adolescentes, que acusou de difundir conteúdo "obsceno, violento ou pornográfico", bem como de "promoverem informação distorcida".

A ação resultou no encerramento definitivo de três aplicações e a retirada da Bilibili por um mês da loja de aplicativos Android.

A campanha é liderada pela Administração do Ciberespaço da China que tem desde quarta-feira um novo responsável, Zhuang Rongwen.

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