Casal americano recebe 30 quilos de marijuana com encomenda da Amazon

Tinham encomendado quatro caixas de plástico que deveriam ter chegado vazias. Vinham cheias com pacotes de droga

Um casal de Orlando, na Florida, chamou a polícia depois de perceber que, juntamente com as caixas de plástico para armazenar objetos que tinha encomendado da Amazon, recebera igualmente cerca de 30 quilos de marijuana.

Os recipientes, que deveriam vir vazios, estavam afinal preenchidos com a substância ilícita. "Estavam extremamente pesados, mais pesados do que se espera quando se encomenda quatro recipientes vazios", disse um dos elementos do casal, que não quis ser identificado, à imprensa local. "Tivemos medo que nos invadissem a casa e não dormimos durante dias", admitiu.

Depois de uma troca de e-mails com a Amazon que durou mais de um mês, o casal recebeu um vale de compras no valor de 150 dólares, cerca de 125 euros, e um cartão: "Não podemos fazer mais nada de momento".

Indignados, dizem que pediam pelo menos um pedido de desculpa, alegando que a gigante do comércio eletrónico não teve consideração pela segurança dos clientes.

A polícia de Orlando não fez quaisquer detenções e a Amazon garante que a equipa de atendimento ao cliente tem estado em contacto com o casal e irá trabalhar com as autoridades para que o caso seja investigado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.