Casa de Puigdemont na Bélgica "apagada" do Google Maps

Da villa de 550 metros quadrados, com seis quartos, três WC e um terraço, só se percebe a cor da casa

Depois de fugir de Espanha, Carles Puigdemont refugiou-se na Bélgica para evitar uma possível extradição. Com ele, levou uma equipa de conselheiros e políticos catalães. Moram juntos numa vivenda de luxo, mas o ex-presidente da Catalunha pediu para que esta fosse "apagada" pelo Goggle Maps, para que ninguém conheça os pormenores da casa.

De acordo com o jornal espanhol El Mundo, Puigdemont e os seus conselheiros vivem numa mansão arrendada por 4.440 euros mensais. Por precaução, pediu à Google para usar a ferramenta - acessível a qualquer pessoa, através de um pedido - que permite "apagar" os pormenores da casa.

Se alguém procura no Google Maps a localização: 40 Avenue de l'Avocat, o que irá aparecer será apenas um borrão, como se uma criança tivesse desenhado em cima da casa. Da villa de 550 metros quadrados, com seis quartos, três WC, terraço de 100 metros quadrados e uma garagem para quatro veículos, só se percebe a cor da casa.

Este tipo de "remoção" de casas no Google Maps é comum. São vários os famosos e figuras públicas que solicitaram à empresa que "apagasse" as suas moradias, por razões de segurança e por privacidade. Quem desejar fazer o mesmo que Puigdemont e esconder o seu modo de vida - ou pelo menos o aspeto da casa onde mora - pode fazê-lo através de um formulário padrão, ao ativar a opção 'Street View' no Google Map.

Puigdemont permanece na Bélgica e a situação na Catalunha permanece delicada: Anna Gabriel, antiga porta-voz da CUP, não irá testemunhar perante o Tribunal Constitucional, e continua em Genebra, na Suíça.

Em entrevista ao jornal suíço "Le Temps", Anna Gabriel disse que não comparecerá esta quarta-feira à chamada do juiz Pablo Llarena, que investiga o processo independentista catalão.

"Estou a ser processada pela minha atividade política e a imprensa do governo já me condenou", garante a ex-porta-voz da Candidatura de União Popular (CUP). Afirmando ter procurado um país, a Suíça, onde "possa proteger os meus direitos", Gabriel garante que será "mais útil ao meu movimento em liberdade do que atrás das grades".

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