Casa Branca critica Trump por ameaçar tirar Estados Unidos da Organização Mundial do Comércio

Porta-voz da Casa Branca disse que saída da Organização Mundial do Comércio traria consequências muito graves para a economia dos Estados Unidos

A Casa Branca criticou hoje o candidato presidencial republicano, Donald Trump, por ameaçar retirar os Estados Unidos da América da Organização Mundial do Comércio.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, reagiu na conferência de imprensa diária sobre a afirmação feita por Trump, no domingo, de que poderia "retirar" o país da Organização Mundial do Comércio, se chegar ao poder, depois de classificar a organização como "um desastre".

"Sair da Organização Mundial do Comércio (...) teria consequências gravemente negativas para a economia dos Estados Unidos da América e para os trabalhadores estadunidenses", assegurou Earnest.

Os Estados Unidos "beneficiam de uma relação comercial eficaz com países de todo o mundo", acrescenta.

As críticas de Donald Trump à Organização Mundial do Comércio surgem de uma suposta intenção do organismo internacional em travar o plano do magnata para aplicar impostos às empresas norte-americanas que se instalam no exterior para reduzir custos.

"Haverá um imposto", disse Trump numa entrevista, no domingo, no programa "Meet the Press", da NBC.

O magnata também tem sido muito crítico da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), pois considera ser obsoleta e financiada de forma desproporcionada pelos Estados Unidos.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?