Caos nos aeroportos de Londres. Centenas de voos cancelados devido ao mau tempo

Temperaturas negativas obrigaram a fechar pistas devido à neve e gelo. Passageiros dos voos cancelados esperaram horas para recuperar bagagens em Stansted e Luton

As baixas temperaturas no Reino Unido estão a provocar o caos nos aeroportos de Londres. Centenas de passageiros passaram a noite de quarta para quinta-feira nos aeroportos devido aos voos cancelados por causa da neve e do gelo: em Stansted, pelo menos 300 pessoas ficaram em terra, assim como os aviões da easyJet e Ryanair, refere o Telegraph.

Esta quinta-feira, as temperaturas no Reino Unido devem descer até aos dez graus negativos, pelo que não se prevê que a situação melhore, e as autoridades emitiram mesmo um aviso por causa do frio para algumas regiões de Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte.

No aeroporto de Stansted, a pista teve de ser fechada duas vezes, levando ao cancelamento de 27 chegadas e outras 27 partidas. Em Luton, cerca de 50 voos foram igualmente cancelados.

Nas redes sociais, os passageiros que ficaram sem viagem manifestaram a revolta sobretudo pelas horas que demoraram a recuperar a bagagem após o cancelamento dos voos. Centenas de pessoas que não conseguiram regressar a casa receberam camas improvisadas e cobertores para fazer face à espera, mas houve quem se queixasse de falta de comunicação com os responsáveis das companhias aéreas e do aeroporto.

"Centenas de pessoas à espera de bagagem dos voos cancelados. Obrigada por estragarem as nossas férias de fim de ano, Ryanair e aeroporto de Stansted", escreveu no Twitter Sophia Sleigh.

Apesar da distribuição de cobertores e comida para os que não conseguiram sair do aeroporto, houve quem se queixasse de nada ter recebido. Outros viajantes garantem que estavam à espera das malas há oito horas, para apanharem novo voo dali a dez horas. "Falta chocante de comunicação ou apoio do aeroporto e da Ryanair", escreveu Lucy Weyinmi no Twitter.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.