Cancelada a abertura de casa da diversidade em São Petersburgo

A Diversity House foi inaugurada com a presença de antigos jogadores e membros da FIFA, mas, à última da hora, as portas para a diversidade não abriram

Com o objetivo de celebrar a diversidade no futebol, o espaço destinado às minorias, a Diversity House, foi inaugurado em São Petersburgo com antigos jogadores e membros da FIFA. A abertura de portas estava, no entanto, agendada para o primeiro dia do Mundial 2018, antes da anfitriã Rússia jogar com a Arábia Saudita, o que acabou por não acontecer.

Parece claro que o projeto em São Petersburgo foi submetido a um ataque político

Os responsáveis do projeto, que surgiu da iniciativa de várias organizações não-governamentais, foram confrontados com a recusa por parte da empresa que alugava o espaço em ceder o local para a Diversity House na noite antes da abertura.

Pediram-nos, de forma rude, e sem dar explicações, para desligar toda a eletricidade

"Parece claro que o projeto em São Petersburgo foi submetido a um ataque político, que mostra como os debates sobre direitos humanos são limitados pelas poderosas forças políticas conservadoras na Rússia", considerou Piara Powar, diretor da Fare Network, organização que promove a diversidade no futebol mundial, citado pela Associated Press.

"Pediram-nos, de forma rude, e sem dar explicações, para desligar toda a eletricidade", relatou ao The Guardian Elena Belokurova, ativista do grupo Cup for People.

Powar relata que nem a intervenção da FIFA conseguiu reverter a situação e assegura que as autoridades russas garantiram a abertura da Diversity House, o que não se verificou.

Os responsáveis pelo projeto pretendem, no entanto, abrir em outros locais de São Petersburgo e em Moscovo estes espaços de promoção à diversidade no futebol, que incluem debates, discussões e exposições sobre os direitos humanos.

A ideia do projeto, defende Piara Powar, "não é uma provocação". Trata-se de uma iniciativa onde todos serão bem-vindos para assistir aos jogos do Mundial 2018 enquanto se promove a diversidade, o debate sobre os direitos humanos, as minorias étnicas e as conquistas das mulheres.

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