Campanha de sangue no México com 136 políticos mortos

Desde o início da campanha para as eleições deste domingo, a 8 de setembro, multiplicaram-se os assassínios de candidatos e outros políticos.

Fernando Purón, candidato a deputado federal no estado de Coahuila, posava para uma selfie com uma apoiante a 8 de junho quando foi assassinado com um tiro na cabeça. Durante o debate tinha prometido lutar contra o crime organizado: "O crime deve ser enfrentado de frente, não devemos temê-lo." Purón foi apenas um de 136 políticos mortos desde o início da campanha eleitoral mexicana, a 8 de setembro.

No total, no seu sexto relatório sobre violência política no México, a consultora Etellekt contabilizou 581 agressões contra políticos. Dos 136 que foram assassinados, 28 eram pré-candidatos e 20 candidatos nas eleições de hoje, que além de eleger o presidente servem para eleger 128 senadores, 500 deputados federais e dirigentes locais em 30 dos 32 estados mexicanos.

A Etellekt registou ainda 52 tentativas de homicídio (com arma de fogo) e 70 agressões físicas, 20 sequestros ou tentativas de rapto e 51 atentados não contra os políticos, mas contra os seus familiares. De acordo com a consultora, 197 políticos foram ameaçados ou intimidados.

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