Juncker quer começar a preparar textos legislativos sobre 'divórcio'

O líder do executivo comunitário afirmou que "estamos prontos para trabalhar, mas temos de ter primeiro propostas concretas do Reino Unido"

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu hoje, em Estrasburgo, que se comecem a preparar os textos legislativos de modo a organizar a saída do Reino Unido do bloco europeu e as futuras relações entre ambos.

"Chegou a altura de traduzir os discursos em tratados, os compromissos em acordos, as vastas sugestões e desejos sobre a futura relação em soluções realizáveis", disse Juncker, em mais um debate sobre o 'Brexit' na sessão plenária do Parlamento Europeu (PE).

O líder do executivo comunitário pediu, a pouco mais de um ano da data escolhida pelo Reino Unido para a saída da UE -- 29 de março de 2019 - "maior clareza" a Londres, nomeadamente sobre o modo de evitar o regresso de uma fronteira física entre a Irlanda e o território britânico da Irlanda do Norte (Ulster), sublinhando que está é "uma questão europeia".

"Estamos prontos para trabalhar, mas temos de ter primeiro propostas concretas do Reino Unido", salientou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.